terça-feira, 7 de junho de 2011

O caso do espelho

      
O CASO DO ESPELHO

Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata.
Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:
— Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?
— Isso é um espelho — explicou o dono da loja.
—Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.
Os olhos do homem ficaram molhados.
— O senhor... conheceu meu pai? — perguntou ele ao comerciante.
O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.
— É não! — respondeu o outro. — Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?
O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho.
Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira.
A mulher ficou só olhando.
No outro dia, esperou o marido sair para trabalhar e correu para o quarto. Abrindo a gaveta da penteadeira, desembrulhou o espelho, olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o espelho na gaveta e saiu chorando.
— Ah, meu Deus! — gritava ela desnorteada. — É o retrato de outra mulher! Meu marido não gosta mais de mim! A outra é linda demais! Que olhos bonitos! Que cabeleira solta! Que pele macia! A diaba é mil vezes mais bonita e mais moça do que eu!
— Quando o homem voltou, no fim do dia, achou a casa toda desarrumada. A mulher, chorando sentada no chão, não tinha feito nem a comida.
— Que foi isso, mulher?
— Ah, seu traidor de uma figa! Quem é aquela jararaca lá no retrato?
— Que retrato? — perguntou o marido, surpreso.
— Aquele mesmo que você escondeu na gaveta da penteadeira!
O homem não estava entendendo nada.
— Mas aquilo é o retrato do meu pai!
Indignada, a mulher colocou as mãos no peito:
— Cachorro sem-vergonha, miserável! Pensa que eu não sei a diferença entre um velho lazarento e uma jabiraca safada e horrorosa?
A discussão fervia feito água na chaleira.
— Velho lazarento coisa nenhuma! — gritou o homem, ofendido.
A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando feito criança que se perdeu e não consegue mais voltar pra casa.
— Que é isso, menina?
— Aquele cafajeste arranjou outra!
— Ela ficou maluca — berrou o homem, de cara amarrada.
— Ontem eu vi ele escondendo um pacote na gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Tá lá! É o retrato de outra mulher!
A boa senhora resolveu, ela mesma, verificar o tal retrato.
Entrando no quarto, abriu a gaveta, desembrulhou o pacote e espiou. Arregalou os olhos. Olhou de novo. Soltou uma sonora gargalhada.
— Só se for o retrato da bisavó dele! A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, velha, cacarenta, murcha, arruinada, desengonçada, capenga, careca, caduca, torta e desdentada que eu já vi até hoje!
E completou, feliz, abraçando a filha:
— Fica tranqüila. A bruaca do retrato já está com os dois pés na cova!
Versão de conto popular por Ricardo Azevedo
Ilustrada por Alarcão


Olá garotos e garotas das 5.ª A, B e C, na nossa próxima aula leremos este texto. Quem quiser treinar a leitura, esteja à vontade.

Bjs

Correção da atividade DO e DOES - 7.ª D

1.She is a very student.
Neg: She isn’t very student.
Int: Is she very student?

  2. Andrew and Tania are brothers.
Neg: Andrew and Tania aren’t brothers.
Int: Are Andrew and Tania brothers?

  3. He is studying literature.
Neg: He isn’t studying literature.
Int: Is studying literature?

  4. I work with my siblings.
Neg: I don’t work with my siblings.
Int: Do I work with my siblings?

  5. He plays tennis every week.
Neg: He doesn’t  play tennis every week.
Int: Does he play tennis every week?

  6. My grandfather sleeps after lunch.
Neg: My grandfather doesn’t sleep after lunch.
Int: Does My grandfather sleep after lunch?

  7. They speak Chinese.
Neg: They don’t speak Chinese.
Int: Do they speak Chinese?

  8. It is getting out of control.
Neg: It isn’t getting out of control.
Int: Is it getting out of control?

  9. We study Portuguese on Monday.
Neg: We don’t study Portuguese on Monday.
Int: Do we study Portuguese on Monday?

10. I am playing game on the laptop.
Neg: I am not playing game on the laptop.
Int: Am I playing game on the laptop?

11. You work in the morning.
Neg: You don’t work in the morning.
Int: Do you work in the morning?

12. He is a good basketball player.
Neg: He isn’t a good basketball player.
Int: Is he a good basketball player?

13. We are reading a poem.
Neg: we aren’t reading a poem.
Int: Are we  reading a poem?

14. You drink beer.
Neg; You don’t beer.
Int: Do you ndrink beer?

15. She drinks beer.
Neg: She doesn’t drink beer.
Int; Does she drink beer?

16. I like orange juice.
Neg: I don’t like orange juice.
Int: Do I like orange juice?

17. He works at school every day.
Neg: He doesn’t work at school every day.
Int: Does he work at school every day?

18. Waldomiro likes guitar.
Neg: Waldomiro doesn’t like guitar.
Int: Does Waldomiro like guitar?

19. He drinks coffee in the morning.
Neg: He doesn’t drink coffee in the morning.
Int: Does he drinks coffee in the morning?

20. He and my boyfriend are here.
Neg: He and my boyfriend aren’t here.
Int: Are he and my boyfriend here?

21. He is here.
Neg: He ins’t here.
Int; Is he here?

22. My boyfriend is boring with me.
Neg: My boyfriend isn’t boring with me.
Int: Is my boyfriend boring with me?

23. My aunt eats popcorn on Saturday.
Neg: My aunt doesn’t eat popcorn on Saturday.
Int: Does my aunt eat popcorn on Saturday?

24. I eat popcorn on Sunday.
Neg: I don’t eat popcorn on Sunday.
Int: Do I eat popcorn on Sunday?

25. I am tired.
Neg: I am not tired.
Int: Am I tired?

26. She is beautiful.
Neg: She isn’t beautitul.
Int: Is she beautiful?

27. Mary is smart.
Neg: Mary isn’t smart.
Int: Is Mary smart?

28. John and Mary are happy now.
Neg: John and Mary aren’t happy now.
Int: Are John and Mary happy now?

29. I like you.
Neg: I don’t like you.
Int: Do I like you?

30. She likes bread and butter.
Neg: She doesn’t like bread and butter.
Int: Does She like bread and butter?

31. He plays the piano and guitar.
Neg: He doesn’t play the piano and guitar.
Int: Does He play the piano and guitar.

32. I play the guitar and piano.
Neg: I don’t play the guitar and piano.
Int: Do I play the guitar and piano?

33. They are walking on the street.
Neg: They aren’t walking on the street.
Int: Are they walking on the street?

34. You speak English.
Neg: You don’t speak English.
Int: Do you speak English?

35. Jonathan speaks Portuguese very well.
Neg: Jonathan does speak Portuguese very well.
Int: Does Jonathan speak Portuguese very well.

36. Jonathan speaks Portuguese very well.
Neg: Jonathan doesn’tspeak Portuguese very well.
Int: Does Jonathan speak Portuguese very well?

37. I am wonderful.
Neg: I am not wonderful.
Int: Am I wonderful?

38. My house and my building are white.
Neg: My house and my building aren’t white.
Int: Are My house and my building white?

39. The building is red.
Neg: The building isn’t red.
Int; Is the building red?

40. The girl and your friend are sad.
Neg: The girl and your friend aren’t sad.
Int: Are the girl and your friend aren’t sad?

41. Julio studies Portuguese in New York.
Neg: Julio doesn’t studie Portuguese in New York.
Int: Does  Julio studies Portuguese in New York?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Desafio - Texto para fazer correção

Olá crianças! Que tal vocês tentarem fazer a correção desse texto e enviá-la para que eu possa corrigi-la e comentar na sala de aula com vocês?

Presada Cenhora,

Quero candidatarme pra o lugar de auçiliar de iscritório que vi no jornau. Eu teclo muito de pressa con um dedo e fasso contas ben.
Axo que sou bom ao tefone em bora seija uma peçoa sem muito extudo.
O meu salario tá aberto há discução pra que a cenhora possa ver o que mi pode pagar e a Cenhora axar qui eu meresso.
Pósso comessar imediatamente. Agradessido em avanso pela sua resposta.

Cinceramente,
José Machado Valente

PS : Como o meu currico é muinto piqueno, mais eu presiso muinto desse emprêgo.

O preço de um milagre


Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.
Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.
Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.
Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!
- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.
- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.
- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.
- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.
- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.
- Eu tenho di nheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.
O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.
- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.
- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.
- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.
- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!
Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..
Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.
Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:
- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?
A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.
Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.
Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.


Meninas e meninos das 5.ªA, B e C, eu acredito que vocês sejam capazes de escrever um livro. Eu estou apostando na habilidade e criatividade que cada um de vocês têm.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A boneca

Corri ao mercado para comprar uns presentinhos, que eu não havia conseguido comprar antes. Quando eu vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma: "Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir. Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após tudo isso."
Sem notar, eu fui andando até a seção de brinquedos, e lá eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros. Enquanto eu olhava a seção de brinquedos, eu notei um garoto de mais ou menos 5 anos pressionado uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava.
O menino virou-se para uma senhora próximo à ele e disse:
- Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?
A senhora respondeu:
- Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido!
E ela perguntou ao menino, se ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por 5 minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa. O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos. Finalmente eu comecei a andar em direção ao garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca. E ele respondeu:
- Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ganhar. Ela estava tão certa que o Papai daria esta boneca para ela este ano.
Eu disse:
- Não fique tão preocupado, eu acho que ele irá dar a boneca para sua irmã.
Mas ele triste me disse:
- Não, o Papai não poderá levar a boneca onde ela está agora. Eu tenho que dar esta boneca pra minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá.
Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava:
- Minha irmã teve que ir embora para sempre. O papai me disse que a mamãe também irá embora para perto dela em breve. Então eu pensei que a mamãe poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã.
Meu coração parou de bater. Aquele garotinho olhou para mim e me disse:
- Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda. Eu pedi à ele que esperasse até eu voltar do mercado.
Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo, e me disse:
- Eu também quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha.
Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho. Eu rapidamente procurei minha carteira e peguei algumas notas e disse para o garoto:
- E se nós contássemos novamente o seu dinheiro, só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a boneca?
Coloquei as minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro. Depois que contamos, o dinheiro iria dar para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco. E o garotinho disse:
- Obrigado Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para comprar a boneca.
Aí ele olhou para mim e disse:
- Ontem antes de dormir eu pedi à Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca. Ele me ouviu... e eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais nada à Deus. E Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca. Você sabe, a minha mãe adora rosas brancas.
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada. Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado. Entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento. Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa caminhonete, bateu em outro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menininha. A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei: "será que seria a família daquele garotinho?"
Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude me conter e sai para comprar rosas brancas fui ao velório daquela jovem... Ela estava segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com a foto do garotinho e com a boneca em seu peito. Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado para sempre.
O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua gravado em minha memória até hoje. É difícil de acreditar e imaginar que numa fração de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequeno garotinho.

Exercicíos com do, does, don't e doesn't

http://www.englisch-hilfen.de/en/exercises/tenses/do.htm

Negative and interrogative form

Revisão da aula de hoje na 7.ª série D
http://www.cursandoingles.net/exercicios/verbo_tobe_negativa_interrogativa_exercicios.html
http://www.cursosnocd.com.br/curso-de-ingles/dodont-and-doesdoesnt.htm